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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Orgulho de ser daqui >>>


O Hino Rio-Grandense é o hino oficial do estado do Rio Grande do Sul. Tem letra de Francisco Pinto da Fontoura, música de Comendador Maestro Joaquim José Mendanha e harmonização de Antônio Corte Real. A obra original possuía uma estrofe que foi suprimida, além de uma repetição do estribilho, pelo mesmo dispositivo legal que a oficializou como hino do estado - A lei nº 5.213, de 5 de Janeiro de 1966.

Hino Rio-Grandense

Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade

Mostremos valor constância
Nesta ímpia injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra

Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo


Em 1966, durante o Regime Militar a segunda estrofe foi retirada oficialmente.


Que entre nós, reviva Atenas
para assombro dos tiranos
Sejamos gregos na glória
e na virtude, romanos

* fonte: Wikipédia

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nota putrefata >>>

Passei anos ouvindo sobre como meus os meus heróis morreram, bêbados, drogados, pobres, indigentes, loucos, nus, podres. Ainda me pego refletindo sobre qual seria o curso daquele “errante” deitado no banco imundo da rodoviária, catando baganas de cigarros, ou tapado por algum jornal, tiritando de frio.

Imagino com pesar! A rota do rapaz sem banho e com a barba por fazer que pára na frente da faculdade para olhar uns belos rabos femininos, comendo um pedaço de pão seco ou simplesmente jogando alguma bebida forte pra dentro com um livro na mão e sendo sem sombra de duvida uma historia incrível e inimaginável.

Cada vez que vejo um destes caras perdidos penso nos meus heróis que partiram desgraçados, famintos e paupérrimos, sem os tostões que lhes serviram tão gentilmente quando quiseram travestir suas dores e indignações com as frustrantes pessoas e com o mundo e com eles mesmos.

Se foram sem o viciado breve adeus que davam, sem a liberdade pela qual lutaram, mas que os impôs a estafante realidade rotineira, cheia de regras e meandros, se foram rendidos e apáticos, e adormecidos, e suados, torturados pelo imenso buraco que engole a todos sem distinção entre as infindáveis diferenças, estas que para todos heróicos homens, não eram nada além de características.

Essa sensação se propaga gostosamente na finda e crua realidade, no julgamento ruim que não se aplica aos bons moços [que se encaixam perfeitamente], mas a todos que deixam o rio da vida seguir seu curso, sem duvidas, querendo apenas saber do sim, para viverem o bom e o ruim.


Diego.

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